Diversas Ideias

Érika Machado vai conquistar você com Bem me Quer Mal me Quer, o segundo de sua carreira

Novembro 29, 2009 · Deixe um comentário

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Érika Machado, dia 06/11, no show de lançamento do Bem me Quer Mal me Quer, no Sesc Pompéia, em São Paulo

Érika Machado (@erika_machado). Talvez você não tenha ouvido falar nesta mineira de BH, que tem orgulho de morar lá e adora escrever internete com “e” no final, para aportuguesar, afinal, a língua portuguesa, as palavras, o sentido, são seus instrumentos mais importantes. Se você não conhece, a palavra é “ainda”. Porque ela acaba de lançar o seu segundo CD, Bem Me Quer Mal Me Quer e promete se revelar para cada vez mais pessoas de bom gosto com sua música pop, sua voz suave e arranjos inusitados.

Érika surgiu na cena musical com o delicioso “No Cimento” (2006), produzido por John Ulhoa (http://twitter.com/johnulhoa), do Pato Fu, que também produz, agora, o seu mais recente trabalho. Ela conta que, na época, o CD foi gravado com base em programação, sem baterista e baixista. Agora, ela já conta com uma banda com a qual se identifica e muito. Érika é artista plástica de formação que descobriu o amor pela música e que gosta de cantar. E, com isso, ganhamos nós, que podemos apreciar sua música deliciosa. Alguém se lembra de “Secador, Maçã e Lente”, do primeiro CD?

Conheça um pouco mais sobre Érika nesta entrevista exclusiva, que ela deu para o Diversas Ideias em meio à correria de lançamento do seu CD. Que bom! Parabéns Érika, você merece!

bemmequer1. Nome completo e nome artístico. Cidade onde nasceu e onde escolheu para viver?

Érika Machado Hermeto, nasci em Belo Horizonte e moro aqui até hoje e acho muito bom  =).

2. Acompanhei a evolução de sua carreira desde o primeiro álbum “No Cimento”, que me marcou muito com a docilidade de sua voz, jeito tranquilo de cantar e arranjos e letras inusitados. Agora, recebi com surpresa a notícia do lançamento do segundo disco “Bem me Quer Mal me Quer”, lançado neste fim de semana no SESC Pompéia. Queria muito ter estado lá, mas não pude. Li que o CD atual tem uma pegada um pouco mais romântica, é isso mesmo? Aliás, quais as diferenças e semelhanças principais entre os dois álbuns?

Érika Machado - “No Cimento” é um CD mais solitário, assino a maioria das faixas sozinha, e praticamente gravei todas as vozes e violões do disco, o John gravou e programou a maioria dos instrumentos e o Daniel Saavedra gravou uns baixos, teclados, guitarras, cavaco, programou umas coisas também, mas era um disco feito sem baterista, sem baixista, com muitas coisas programadas. Quando gravamos eu ainda não tinha uma banda, fizemos e depois arrumamos um jeito de colocar em cima do palco. Agora, gravando “Bem Me Quer Mal Me Quer” o processo foi um pouco diferente, além de fã, eu já era amiga do John, e a gente já sabia como era trabalhar junto.

Acho que a maior diferença entre este disco e o outro é que Bem Me Quer é mais orgânico, no sentido de ter muitas coisas gravadas, já que agora tenho uma banda e me identifico muito com ela. Tem uma coisa mais coletiva neste disco, só assino uma música sozinha (Rosa), a maioria fiz com a Cecília Silveira, (que no show toca uns violões, faz uns vocais, toca pianim e cavaquim) e com o John. As letras foram escritas num momento que eu acabava de sair de um relacionamento longo, e de perder um grande amigo (meu avô) e acho que isso fica “marcado” no disco.

3. Como é o seu processo criativo? Compõe já pensando em um conceito para os discos ou faz as músicas e pensa depois na “cara” do trabalho?

EM - Componho pensando na minha vida, nas coisas que eu posso observar no espaço no tempo que eu ocupo e acho que esse é o assunto principal do meu trabalho.

4. Falando especialmente deste segundo álbum, gostaria de saber como escolheu o repertório. E o que a motivou a convidar o John, do Pato Fu para dirigir o seu trabalho. A Fernanda Takai é sua amiga? Que influência ela tem em seu trabalho?

01EM - O John é o cara mais criativo que eu já conheci, e além disso ele é muito cuidadoso e legal, foi tão bom pra mim trabalhar com ele que não pensei em chamar outra pessoa pra produzir o meu segundo disco. O repertório foi escolhido a partir das músicas que eu tinha, basicamente escolhi as mais bonitas, e teve também Plutônio Enriquecido que é uma música inédita do John. Um dia ele disse tenho uma música aqui pra você, eu adorei! E assim ela entrou no CD. Sempre fui muito fã do Pato Fu, e a Fernanda é a moça mais legal do mundo! Ela sem dúvida é referência para o meu trabalho, assim como o John. Quando eu crescer eu quero ser igual a eles!

5. Que tipo de público você quer atingir? Como você classifica o tipo de música que produz?

EM - Quero atingir todo tipo de público, falo das coisas cotidianas, das coisas da vida… uso uma linguagem simples, a que uso no dia a dia.

6. Como você decidiu que queria ser cantora e compositora e como foi o início de sua carreira? Já passou pela sua cabeça fazer algo diferente na vida?

EM - Apesar de adorar inventar as minhas músicas e cantar elas acompanhada por meu violão, não foi bem uma decisão, as coisas foram acontecendo. Eu me formei em Artes Plásticas pela Escola Guignard (Universidade do Estado de Minas Gerais) e pensava na linguagem visual, até que um dia gravei um CD no meu quartinho e adorei o novo suporte, tinha a impressão que ele tinha maior alcance, e as pessoas estavam gostando muito de me ouvir cantar as minhas músicas. Ainda não me decidi ser assim uma cantora, mas eu adoro cantar, e estão pintando ótimas oportunidades de alegria dentro deste campo de trabalho…

7. O seu site, assim como ilustrações e design dos encartes do seus CDs são muito lúdicos, coloridos, fofos. Quem produziu esse trabalho e o quanto há de você, sua personalidade, nele.

EM - No início da minha “vida artística” eu usava a linguagem visual, me formei em artes plasticas e aí  eu mesma faço os desenhos e as artes dos meus discos, sites, Flyers… faço este tipo de trabalho também para outros artistas, recentemente fiz com a Cecília a arte do CD da Zeropéia, que está saindo pela Biscoito Fino…

8. Em tempos de troca de arquivos pela Internet, como você acha que vai ser o futuro do CD? Como o artista pode ser remunerado quando todo mundo copia gratuitamente suas músicas? Acha isso bom ou ruim?

EM - O tempo vai passando e tudo vai mudando e a gente tem que saber aproveitar o que tem. Não sei prever o destino do CD, do futuro eu realmente não sei. Tem gente que gosta de colecionar coisas (eu por exemplo), e essas pessoas vão sempre comprar CD. Digo isso por mim, que pega a maioria das coisas que escuta na internete, mas que quando gosta muito compra o CD, inclusive para dar de presente. Ah! Já comprei CD só pela capa também. Existe uma teoria que diz que tudo tem um lado bom e um ruim, a internete da acesso e dispersa também, mas aí, se analisarmos o mercado a partir desta ferramenta, estaremos pensando só nas pessoas que usam computador, que não acredito que seja a maioria da população do nosso país.

Na internete qualquer distância é a mesma, mas eu faço música em português, e quero que ela faça sentido pra quem fala esta língua, porque o texto é parte muito importante da minha música. E aí eu vou ter que lembrar do povo, da população que pode e deve ter acesso à minha música, mas também não vai comprar o meu CD a 10 reais,  porque ela compra um por 2 na pirataria. E aí já começa uma outra discussão que é melhor nem entrar em detalhes, porque já é tarde da noite e esse papo dá pano pra manga e tudo o que eu posso dizer é que eu ia achar massa se os camelôs decidissem divulgar o meu trabalho…

02 9. Qual a importância que você dá às mídias sociais como MySpace, Facebook, Orkut, Twitter na divulgação de seu trabalho? Ser artista em um momento WEB 2.0 é diferente?

EM - Tem muito pouco tempo que trabalho dentro do esquema do mercado fonográfico, e não sei como era antes, mas acho que a internete tem sido uma forma barata e ecológica de divulgar as músicas, os shows e as novidades…

(Acesse o site da Érika, aqui, e ouça as músicas do dois CDs. Além disso, confira o talento da moça, que fez todas as ilustrações. O site é muito fofo!)

10. Gostaria de saber um pouco de suas influências musicais. Quem te inspirou ou inspira? Que som está ouvindo no momento?

EM - Gosto de muitos artistas, posso enumerar alguns aqui: Arnaldo Antunes, Pato Fu, Maurício Pereira, Rita Lee, João Gilberto, Marisa Monte,  Kid Abelha, Los Hermanos, Adriana Calcanhoto, Novos Baianos, Nando Reis, Fabio Góes…
Atualmente, quero dizer nos últimos 5 dias, estou escutando Kings Of Convenience – Declaration of Dependence – 2009 e eu não me canso de escutar esse trabalho desses caras, tem uma música muito legal que se chama “Boat Behind” nota 10!

11. Na sua opinião, qual o melhor momento da sua carreira? Qual o CD que mais gosta e por que? Pretende registrar seu show em DVD?

EM - O melhor momento é sempre agora! E sempre acho que tudo vai melhorar! Cada CD tem sua história, não posso dizer que gosto mais de BEM ME QUER MAL ME QUER  porque NO CIMENTO me deu tantas alegrias!!!!!

12. O que você espera de sua carreira neste momento e nos próximos cinco anos? Qual o seu grande sonho?

EM - Espero conseguir mostrar em muitos lugares para muitas pessoas este trabalho que eu fiz com tanto cuidado e carinho. Também espero que alguma coisa muito boa aconteça. Adoraria fazer um DVD em breve, e saúde e alegria é o que eu desejo para os próximos 5 anos.

13. E sua vida pessoal, você fala sobre ela ou acha que isso não cabe ao público saber?

De certa forma eu falo dela no meu trabalho, mas falo só do que me interessa dizer, e eu acho que minha vida só interessa a mim. É tão difícil cuidar da vida da gente, quem dirá da dos outros.

14. O que você pensa sobre a situação sócio-econômica da população brasileira e do fato de sermos umas das economias mais ricas do mundo e termos a segunda pior distribuição de renda do planeta? Como o Brasil pode mudar isso?

EM - Gostaria de saber como ou que alguém soubesse como mudar isso… Se cada um fizer a sua parte, acho que já melhora muito tudo.

15. O que você pensa sobre as conquistas femininas que levaram às mulheres ao mercado de trabalho disputando em pé de igualdade um lugar ao sol com os homens? Há igualdade ou ainda falta?

EM - Minha mãe sempre trabalhou, e em várias fases da vida ela foi financeiramente mais bem sucedida do que meu pai. Daqui de onde estou, percebo a desigualdade menos entre as cores, sexos e opções sexuais do que entre as classes sociais.

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Bem me quer…

- um filme: Os Idiotas  – Lars Von Trier

- uma música: Trovoa – Mauricio Pereira

- um livro: A Camara Clara – Barthes

- um poema: Batatinha quando nasce é o único que me veio à cabeça

- uma intérprete nacional: Cassia Eller

- um som internacional: Cake

- um show: Marisa Monte

- um amor: Meu trabalho

- São Paulo: A cidade menos entediada. A mais cheia de trabalho e coisas interessantes para se fazer.

- Rio de Janeiro: A cidade mais bonita.

- Minas Gerais: minha casa e as montanhas.

- família: É o que me cola aqui em Belo Horizonte.

- amigos: A melhor coisa do mundo!

- adoção de crianças: Muito legal, se algum dia eu tiver uma graninha quero criar uma criança :)

- adoção por casais gays: qual é a diferença?

- casamento homossexual: uma entre as duas opções: casamento homosexual ou casamento heterosexual

- tempo livre: Raridade

- romantismo: Coisa antiga

- irrita muito: Coçeira

- moda: Ronaldo Fraga

- provocação: ai!

:: Veja fotos da Érika, na página dela no Flickr, aqui.

::: Fotos, divulgação.

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Maurício de Souza lança personagem que pode ser gay

Novembro 15, 2009 · 1 Comentário

09318105 Caio é “comprometido”, aponta para outro rapaz e diz: “Não é? Fala aí pra eles?”. O outro responde: “Ô, que gente doida!”. Essa tira está na sexta edição da revista “Tina”, da editora Panini (e você pode ver abaixo). É o primeiro personagem aparentemente gay das histórias de Maurício de Souza, criador da Turma da Mônica. Apresentado com o melhor amigo de Tina na história de capa, Caio chega para cumprir promessa do autor de discutir questões ligadas ao universo adolescente “de forma tranquila e sem levantar bandeiras”, conforme a assessoria de imprensa do autor informa à Folha Online.

Tina, agora estudante de jornalismo, é uma personagem que foi criada nos anos de 1960, inicialmente com um visual hippie, e traços bem diferentes dos atuais. Para a inclusão de Caio na história, Tina faz um discurso contra o preconceito em geral. A assessoria afirma à Folha que a história não pretendeu ser categórica no lançamento de um personagem gay. Ele levanta até a possibilidade de que ele seja bissexual. E, o melhor, a história e o personagem terão a devida continuidade e encaminhamento. Uêba! Vou tentar uma entrevista com Maurício de Souza… Aguarde os próximos posts.

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quadrinhos

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Com “Dois”, Partimpim traz o lúdico de volta para o universo infantil. E deu até vontade de comprar CD!

Novembro 9, 2009 · 1 Comentário

Partimpim02 Quando soube que haveria o “Dois”, fiquei doido. Resgatei os pontos FNAC e mandei o CD lá pra casa. Ai, é tão bom comprar CD, que saudade. Ainda mais CD ganhado! Nesses tempos que a gente baixa tudo da net, sem encarte, sem saber quem fez música e letra, ou o conceito do projeto… Enfim, isso é um outro assunto, muito sério para esse post.

Pois para escrever agora, eu quero tentar uma alma de criança. Inspirado pela volta de Adriana Calcanhotto na sua porção Partimpim. Música de qualidade para crianças? Muito mais que isso. Esse projeto da Adriana é sobre música para qualquer idade. Porque inunda nossos ouvidos de alegria ou de melancolia, mas é tudo tão bom que dá vontade de repetir à exaustão. Sim, após exaurir o Partimpim um, já não era se em tempo de chegar o “Dois”, né? Que bom!

Eu tentei entrevistar a Partimpim, mas sabia que ela não responderia, pois já fui avisado de antemão: “Por que Partimpim não dá entrevistas? Porque diz que não tem respostas para dar, só perguntas a fazer.” Isso resume bem o espírito deste projeto infantil, criar a vontade da dúvida. Respostas prontas, para quê? Criança tem que inventar sempre. E, por falar em criatividade, Partimpim fez um escândalo de site doidim de gostoso, meu! Dá pra botar a mão “na massa” (uma faixas do CD) selecionar as cores dos lápis, apagar o que foi feito, refazer… E tudo isso, ouvindo as músicas do CD, ou não.  Dá uma passadinha lá.

Outra coisa muito bacana da Partimpim é que ela estimula a criança a pensar um mundo sem preconceitos. Não é porque é criança que não se pode conhecer de uma história bacana de dois homens apaixonados, não é? Por isso ela cantou  “Alexandre”, do Caetano Veloso, que conta a história de Alexandre, o Grande e diz assim: “Com Hefestião, seu amado / seu bem na paz e na guerra / correu em honra de Pátroclo / – os dois corpos nus – / junto ao túmulo de Aquiles, o herói enamorado, o amor”. Ousada! Que criança não ousa?

Mas, querendo falar da Adriana, pequisei e encontrei um bate-bola divertido da Partimpim, feito por sua assessoria de imprensa, a Factoria. Algumas partes você lê aqui.

Por que o nome DOIS?
Porque um é pouco e DOIS  é bom!

Quando as crianças, os adultos, os velhinhos e os adolescentes mandaram à Partimpim suas cartinhas, cartões, desenhos e emails pedindo mais um CD sempre falavam em “dois”.

“Por favor, Partimpim, grave o “Dois”.  Obrigado.”

“Partimpim, vai ter ‘Dois”? ”

“Pooor favooor, Partimpim, faça logo o ‘Dois’, não aguento mais o primeiro, a gente aqui em casa ouve o dia inteiro, de novo, de novo, de novo”…

A coisa mais natural, portanto, é que se chamasse mesmo DOIS. E DOIS quer dizer dois, ou seja, é um mais um, é mais uma vez, é o outro, o mundo, o encontro, o confronto, o espelhamento, e o amor. É um CD que pretende ser uma sementinha do dois no melhor sentido da palavra. O próprio gesto que as crianças fazem para dizer que idade tem, quando querem dizer ‘dois’, significa  também PAZ e AMOR; que é justo o que a Partimpim acha que o mundo está precisando, muito, e que ela adoraria ajudar a conseguir.Adriana

Como se deu a escolha do repertório? Levou muito tempo? De onde vieram as canções?

As canções foram chegando cada uma a seu tempo e foram sendo armazenadas como possibilidades em uma lista. Partimpim escreveu canções especialmente para o álbum (“Baile Partimcundum”, “Ringtone de amor” e” Menina, menino”) e selecionou canções que tinha vontade de cantar, das mais antigas (“O Trenzinho do caipira”, “Bim Bom” e “Gatinha manhosa”) às mais novas (“Na massa”, “Alexandre”) passando pelas versões (“Alface” de Edward Lear por Augusto de Campos e “O homem deu nome a todos animais” de Bob Dylan por Zé Ramalho. Há de tudo um pouco e cada canção tem sua história própria de chegada no repertório. Partimpim foi fazendo uma lista de canções e quando viu que ali estava o DOIS, ligou para o Dé (Palmeira) e o Fabiano (França Estevão), e eles marcaram as gravações.

Partimpim é um projeto bem sucedido, amado pelo público, elogiado pela crítica, ganhador de prêmios importantes. Isso pesou de alguma maneira para a realização do DOIS? A expectativa criada para o segundo gerou pressão mais positiva ou mais negativa para a Partimpim e os seus convidados?

A Partimpim só faz o que quer fazer, e se as crianças gostarem do que ela faz, estará feliz. Ela e os seus convidados se divertiram no estúdio, isso é muito-muito importante. Quanto aos prêmios e suas looooongas cerimônias de entrega, ela diz que não tem tempo, para receber ou mesmo para merecer os tais prêmios; prefere brincar. Disse apenas que aceitaria o Nobel da Paz se o ganhasse porque afinal, é isso mesmo o que o DOIS mais quer.

Quais as diferenças e semelhanças entre o primeiro CD e o DOIS?

O lance das primeiras ideias, do primeiro contato dos músicos com as canções, da primeira audição, o jeito com que tocam pela primeira vez, antes de começarem a “pensar” em forma, em partes e mesmo em performance, é sempre mais livre. A expressão é sempre mais lúdica e dinâmica e essa foi a escolha da Partimpim para o DOIS. Ela ficou sempre com esse momento, que considera superior, da participação de cada um. É um grande ganho desse projeto, e é uma das principais diferenças em relação ao primeiro, que levou dez anos sendo lapidado até ficar pronto. As semelhanças são mais relativas à alegria reinante no estúdio e ao consumo (toneladas, caminhões, cascatas) de chocolate.

Vai ter show de lançamento? Como vai ser? Qual será a banda? Que cidade foi escolhida para a estréia? O show vai viajar pelo Brasil?

Partimpim já está (de novo!) enfurnada no estúdio com todos os seus brinquedos, instrumentos, tralhas e malas de roupas incríveis, armando uma banda inacreditável e preparando o show que deverá estrear no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2010 e que deverá, sim, viajar pelo Brasil, caso arranje um patrocínio, hahaha! Mas é bem difícil arrancar informações de lá, pouquíssima gente tem acesso à PARTIMPíDIA onde o show está sendo armado, e adultos não podem entrar.

Quais os planos da Partimpim para 2010?

Estrear o show que ela já está ensaiando e inventar mais sons e talvez mais canções. E desenhar um pouco. E voar, bastante.

Vai ter DVD?

Vai!

E quando vai sair o Três?

Hã?

Qual a palavra preferida da Partimpim?

Eba.

partimpim2 Fazer com sinceridade dá nisso! Olha só o tanto de prêmio que a Partimpim ganhou:

  • Grammy Latino 2005 – Melhor Álbum Infantil – Adriana Partimpim, o show
  • Grammy Latino 2004 – indicação do CD Adriana Partimpim
  • Prêmio TIM 2004 – Melhor Disco Infantil
  • Prêmio Faz a Diferença – O Globo – 2004
  • Selo “Altamente recomendável para crianças e adolescentes” – 2004 – Ministério da Justiça

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São Paulo é muito mais amigável para os gays. André Fischer encabeçou vários projetos que favoreceram essa evolução!

Outubro 17, 2009 · Deixe um comentário

830453_not_fot Há 17 anos, São Paulo ganhava um festival de cinema diferente, focado na diversidade sexual humana, o Mix Brasil da Diversidade Sexual. Ele foi o prenúncio de várias mudanças na vida da cidade e na concepção dos seus habitantes, contribuindo para mudanças de comportamento e de visão de pessoas no Brasil todo. Nesse intervalo, surgiram portais na Internet destinados ao público homossexual, a Parada Gay Paulistana tornou-se maior do mundo, o gueto começou a dar sinais de desgaste anunciando uma nova fase na noite, em que a mistura predomina. E também vimos renascer publicações voltadas para os homossexuais como as três revistas (Junior – do grupo Mix Brasil / Dom, que começou na Peixes e foi para a Fractal / e Aimé, do grupo Lopso). A Junior segue firme e forte, bimestral e pode dar origem a filhotes. As outras duas, infelizmente, com a crise, deixaram de ser publicadas.

Para toda essa mudança, se há um responsável por dar o “start”, reunir pessoas dedicadas em torno de objetivos em comum, podemos dizer que foi o carioca, empresário e publisher, André Fischer, que anos atrás, de forma visionária, encabeçou vários desses projetos e continua inovando sempre. A última iniciativa de sucesso foi trazer para o Brasil o Mister Gay, que já está em sua terceira edição, sem contar com os livros publicados e sua carreira como DJ.21422112_4

André Fischer, que estudou Economia na UFRJ, conta ao Diversas Ideias como tudo começou: “Trabalhei no mercado publicitário e montei a segunda produtora de computação gráfica do país. Em 1993, após abrir uma galeria na produtora, fui convidado para fazer a curadoria de uma programa de curtas para o festival de cinema gay de Nova York. Assim, nasceu o Festival MixBrasil de Cinema da Diversidade Sexual. No ano seguinte, montei a primeira BBS, rede social on line, avó da internet, direcionada ao público GLS”.

Em entrevista exclusiva ao Blog, André fala um pouco sobre a trajetória do mercado editorial gay, sobre os rumos da Parada, a evolução da revista Junior (da qual é editor chefe), o portal Mix Brasil (que sofreu ataque recente de hackers com enorme perda de arquivos e conteúdo), a mudança de comportamento na noite paulistana e sobre ser gay em tempos de web 2.0. Em entrevista curta, mas esclarecedora, André mostra que a integração na sociedade de gays e lésbicas já começou, “mas ainda tem chão”. Confira!

Acompanhei a trajetória do Mix Brasil um pouco depois de sua fundação até hoje. E vibrei a cada novo projeto como o Festival Mix Brasil, a revista Junior e o Mr. Gay Brasil. Tão importante quanto a militância LGBT oficial é a ocupação de espaços nas diversas mídias para mostrar a realidade como ela é e, assim, desmistificar a homossexualidade. Gostaria de saber qual a importância que você atribui a todas essas iniciativas para a diminuição do preconceito contra a população LGBT.

André Fischer - Ainda é muito importante dar visibilidade à comunidade lgbt através de projetos culturais que reforcem nossa identidade, que fujam do binômio sexo-diversão que caracteriza a maioria absoluta dos empreendimentos voltados ao segmento.

Muitos dizem que a Parada Gay foi totalmente descaracterizada, que virou uma festa gay, argumento que muitos usam para falar que não vão mais ao evento. Você concorda com isso? Política e festa não podem caminhar juntas?

20071228_andre_fischer_inner_02 AF - O problema não é ela ser uma festa, isso é um dos lados positivos. O problema é ela não ser representativa da comunidade. Não há mais empresas ou grupos gays participando. Isso que está determinando sua perda de relevância. O que é uma lástima, pois é nossa principal vitrine.

Quando a revista Junior foi lançada, muito se falava que era uma Capricho gay. Hoje, a revista traz mais reportagens, mas o cuidado com a estética não foi deixada de lado. Como vc avalia a evolução da Junior, que público ela atinge e onde quer chegar?CAPAS_JUNIOR_13_VA2_9345

AF - Nós fomos entendendo a revista e qual era seu público aos poucos. Sempre fiz questão de frisar que ela era um projeto aberto, um work in progress. Logo depois dela vieram outras, que já fecharam. O principal objetivo nesse momento é ela se manter saudável e manter a presença nas bancas. Mas estamos de olho nos filhotes que ela deve gerar para que o título possa seguir crescendo.

Recentemente, o portal Mix Brasil foi alvo de ataques de hackers e ficou fora do ar por vários dias. Em seu blog você disse que foi uma falha do Datacenter do UOL, que não tinha um plano de contingência. O layout retornou a um passo anterior e, passado um tempo, vários arquivos ainda estão faltando e fotos continuam sem link. Justamente quando o portal completa 15 anos. Gostaria de saber se há um plano de recuperação, se haverá mudanças e voltaremos a ter todos os links funcionando perfeitamente? O que planeja para o Mix Brasil?

AF - Sim. O estrago foi muito grande mesmo. Estamos preparando uma nova versão do site, mudando absolutamente tudo: navegação, seções, lay out. Será um novo MixBrasil. E isso demora (e custa bastante ). A previsão do lançamento é durante o próximo Festival MixBrasil, que rola em SP entre 12 e 22 de novembro.

Quando eu era adolescente, a guetização ainda era uma característica marcante no mundo gay. Isso começou a mudar. Hoje, a tendência é mistura e a prova disso são casas como Vegas, The Edge e Glória, só para ficar em São Paulo. Como vc vê esse novo momento da cultura gay. É o prenúncio de mais liberdade?05andre

AF - Em sociedades mais avançadas que a nossa, onde direitos lgbt já foram conquistados como a Escandinávia, Canadá e partes dos EUA, a cena gay como conhecemos está quase desaparecendo. Gays e lésbicas lá já não precisam mais do gueto para se fortalecerem, e já estão integrados à sociedade . Um dia ainda vamos chegar lá, mas para nós aqui ainda falta chão…

Web 2.0. O que é ser gay em um mundo em que tudo e todos estão interconectados via redes sociais? Como você utiliza as mídias sociais para sua vida pessoal e profissional?

AF - Olha essa é uma questão importante e não sei onde isso vai dar. Uso internet há 15 anos, por isso ainda uso e-mail como minha principal ferramenta de contato com o mundo. Tenho um blog há 7 anos, mas não consigo postar com a freqüência que gostaria.

Decidi optar por algumas redes. Fico conectado praticamente 24h no MSN mas para um rede pequena de pessoas do trabalho, família e alguns amigos mais íntimos. Já fui muito mais ativo no Facebook, ainda entro diariamente, mas a lentidão dele tem me dado uma certa preguiça. Uso bastante o Twitter (@andre_fischer) para me expressar e me informar. Orkut já abandonei desde o ano passado, as outras adoraria mas infelizmente não tenho tempo.

>> André Fischer anunciou pelo Twitter que o aguardado Do Começo ao Fim vai ter premiere mundial na abertura do Festival Mix Brasil, dia 12 de novembro em SP. Aguarde mais informações sobr o festival aqui no Diversas Ideias, em breve.

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:: fotos retiradas de vários sites da internet, por isso, não há crédito

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Céu chega “Vagarosa” feito bocejo que pega. Linda homenagem à filha Rosa e presente aos nossos ouvidos

Outubro 10, 2009 · Deixe um comentário

ceu_vagarosa_cover_final_digi “Menino bonito, menino bonito, ai… / 5 anos/ “Rosaaaa, menina Rosaaaaaa. Vem que eu quero ver você sambar…” Do menino bonito à menina Rosa, Céu samba menos em “Vagarosa” – seu segundo trabalho de estúdio – e, em meio aos grooves, não quer fazer ninguém sambar. Nem quer fazer nenhum refrão grudar. Ela canta contido, deixa a sonoridade rica, cheia de barulhinhos e efeitos bacanas, aparecer e reinar. E, finalmente, faz uma música, que todo mundo tá falando que é DUB, cambiando entre a sonoridade brasileira e a jamaicana. Já li até que que o clima do disco é roots, “cru”.

Eu estou ouvindo intensamente o CD e viajo com Céu. Não consigo parar de ouvir. Até porque, em cada nova audição, gosto mais… Céu se revela aos poucos e isso dá vontade de fazer de “Vagarosa” a trilha sonora dos dias lindos, de sol, ou cinzentos, ou dos dias de clima paulistano, que contém todas as estações no mesmo dia. Assim, “Vagarosa”, Céu cresce como intérprete, com voz mais potente e versátil, fazendo algo novo, maior que a MPB tradicional. Por isso hoje, o povo especializado diz que ela faz a moderna MPB, longe dos clichês que têm marcado o gênero.

A letra de Jorge Ben Jor não parece Jorge. Céu realmente reiventa a música. Deliciosa! “Pois o teu samba tem mistério / e é gostoso de sambar / se você gosta de sambar / você vai ter que balançar”… Intuitivamente gostei logo de cara dessa música. Depois descobri que é uma homenagem a Rosa, filha de Céu, nascida no intervalo entre os dois discos.

“E já que não estamos aqui a passeio / já que a vida enfim não é recreio” é mais umas das pérolas do disco. Bubuia (de Anelis Assumpção e Thalma de Freitas) ganha corpo e cresce com a participação das compositoras na cantoria. Diferentes timbres e vozes lindas completam o espetáculo da audição.ceu3

Além de ouvir muito o CD, procurei beber na fonte para poder escrever. Queria fazer uma entrevista com Céu, mas infelizmente ela está com a agenda lotada e a assessora, Bebel, pediu desculpas e mandou alguns textos sobre o lançamento. Fiquei triste, mas feliz, porque Céu merece ter a agenda lotada mesmo!

E quem pensa que Céu só canta, engana-se. Ela sempre compôs, como na indescritível “Grains de Beauté”, parceria com Beto Villares, um dos produtores do disco (junto com a própria Céu, Gustavo Lenza, e as duas meninas citadas acima). “Mesmo de cara lavada / Diz que sou sua pintada / Eu já lhe disse, meu amor, / Isso são grains de beauté / Que aqui estão / Pra ajudar você a encontrar / O caminho de casa.” Sensação boa de encontrar o caminho de casa é ouvir “Vagarosa”. Outro grande momento é a parceria com Luiz Melodia, a voz masculina do disco, que faz dueto com a graciosa moça em “Vira Lata”, um sambinha do bem.

ceu_vagarosa_2009Graciosa sim. Falo isso com propriedade. Depois do lançamento do primeiro disco, quando eu já curtia muito o seu som, por acaso a encontrei em um restaurante na Pompéia, em São Paulo. Quando vi, logo percebi que era Céu. Sem muito pensar, dei uma de tiete e pedi um beijo. Ela foi muito fofa comigo! Me ganhou! Se não cantasse, já teria encantado com sua atitude.

Qual o motivo de um segundo disco tão bacana? Ela passou cinco anos trabalhando na divulgação do primeiro disco, fazendo turnês pelo Brasil e pelo mundo. Palavras dela no texto enviado pela Bebel: “Este período foi necessário para que eu pudesse divulgar legal o primeiro disco, tocando em vários lugares que só depois de muito tempo consegui ir (João Pessoa, Salvador Porto Alegre), pra ter novas histórias pra escrever, pra cuidar da minha filha…”, diz Céu. “O que mais me inspira na vida é mesmo o dia-large_ceu-vagarosaa-dia, é estar presente de verdade nas situações mais simples: no café que você toma com um amigo, na fralda que eu troco da minha filha, nos problemas e alegrias que surgem. Um pouco de leseira e preguiça não faz mal a ninguém. O Dorival Caymmi é que estava certo!”

Alguém com esse cuidado, tanto esmero e uma pitada de “malemolência”, não poderia estar longe de conquistar o mundo, não é mesmo? Indicada ao Grammy e ao Grammy Latino com seu primeiro trabalho de estúdio, Céu emplacou seu álbum de estréia no ranking “Heatseekers” da revista norte-americana “Billboard”. Segundo matéria da Folha na ocasião, “na Billboard, Maria do Céu Whitaker Poças é descrita como estrela, radiante e uma das cantoras brasileiras de maior apelo internacional da nova safra.” Ela pode! “Vagarosa, me espreguiço, e o que sinto, feito bocejo, vai pegar”! Já pegou.

Saiba mais, no MySpace de Céu, aqui.

Veja entrevista de Ceú, ao programa Metrópolis, da TV Cultura, aqui.

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Entrevista exclusiva: Fernanda Takai brilha sob “Luz Negra”!

Outubro 6, 2009 · 1 Comentário

fernanda-takai-ao-vivo Ela acaba de ganhar o VMB 2009 na categoria MPB! Pertence a uma das melhores bandas nacionais. Lançou carreira solo e foi aclamada pela crítica e pelo público. Além de tudo isso, Fernanda Barbosa Takai, como eu já suspeitava, revela-se simplesmente simpática e atenciosa.

Concedeu ao Diversas Ideias a entrevista exclusiva que você degustará com os olhos, a seguir, na qual solta o verbo sobre o início da carreira, influências musicais, WEB 2.0, política e comportamento. Tudo, postado aqui sem nenhuma edição… Como se fosse uma conversa ao vivo, só que foi por email. Claro que esse papo não poderia terminar com um ponto final. Nas palavras de Fernanda, “para que fechar, melhor deixar sempre aberta!” Delicie-se!

1. Nome completo e nome artístico.

Fernanda Barbosa Takai – Fernanda Takai

2. Acompanhei toda a evolução da Banda Pato Fu. Depois, adorei você ter lançado carreira solo, regravando Nara Leão. Gostaria de saber o motivo pelo qual decidiu partir para a carreira solo e se é difícil conciliá-la com o trabalho junto ao Pato Fu.

Eu só pensava em lançar disco solo quando o Pato Fu não existisse mais.Não sentia necessidade. Foi a ideia do Nelson Motta que despertou isso tudo. E ele estava mais do que certo: um monte de gente ainda não me conhecia direito apenas pelo lado autoral. Conciliar as duas carreiras dá muito trabalho, mas é muito bom ter reconhecimento dos dois lados. E o Pato Fu continua, aos 17 anos…

3. Como você classifica o som da banda Pato Fu e o seu som solo?

O Pato Fu é uma banda pop, às vezes mais rock, com muita diversidade estética. A minha carreira solo é pop com músicas e arranjos mais suaves do que os da banda. Uma carreira de intérprete que mistura bem MPB com grandes clássicos internacionais.

4. Você é apenas intérprete ou também compõe? Como escolhe seu repertório musical? Tem uma equipe que te ajuda? Fale um pouco sobre seu processo criativo.

Componho também. Nos discos do Pato Fu há várias canções minhas. Geralmente meu parceiro de composições é o John. Trabalhamos sozinhos quando estamos criando e só depois mostramos um pro outro o que temos feito pra arrematar. Eu costumo fazer mais as melodias e harmonias e ele a letra. Mas faço de tudo um pouquinho. A escolha de repertório em banda é democrática, todo mundo opina. No meu show solo são escolhas só minhas mesmo.dsc00623

5. Como você decidiu que queria ser cantora e como foi o início de sua carreira?

Nunca pensei que fosse viver profissionalmente de música. Sempre gostei dela, como um hobby e como ouvinte mesmo. Tive banda em colégio, mas o Pato Fu foi a primeira banda que tive que gravou disco… foi tudo muito gradual. Sou formada em Relações Públicas, trabalhava em agência e aos poucos a música foi ocupando mais e mais espaço na minha vida.

6. Antes de assumir a si mesma que seria cantora, o que já passou pela sua cabeça em fazer da vida?

Eu entrei na UFMG pra fazer jornalismo, queria trabalhar em telejornal. Daí fiz umas matérias de RP e gostei muito da Comunicação Corporativa, de Planejamento. Sou muito organizada e disciplinada, por isso mudei no meio do curso.

7. O seu primeiro CD solo (Onde Brilhem os Olhos Seus) foi sucesso de público e crítica. O primeiro DVD (Luz Negra) também está sendo muito bem comentado. Qual é o segredo do seu sucesso? O que você julga o diferencial do seu trabalho?

Eu tenho muita gente competente trabalhando comigo e eu cobro muita eficiência e dedicação. Isso se reflete nos lançamentos. Todos os detalhes são bem cuidados: capa, cenário, figurino, arranjos, clipes, luz, som… A equipe do DVD então… eles fizeram um registro de show histórico. Eu tinha todas as referências na cabeça de como deveria ser e eles realizaram tudo com maestria. Meus músicos também têm, ao mesmo tempo, sofisticação, muita personalidade, sem serem chatos. Acho que todo mundo vê como eu me desdobro pra fazer tudo bem então se empenham pra me ajudar! :)

8. Em tempos de troca de arquivos pela Internet, como você acha que vai ser o futuro do CD? Como o artista pode ser remunerado quando todo mundo copia gratuitamente suas músicas? Acha isso bom ou ruim?

Gosto de pensar na música compartilhada como algo bom. É quase mágico lançar um disco simultâneamente aqui e no Japão. Eu ainda faço shows, tenho essa moeda pra fazer receita com minha atividade artística, mas tem gente que só compõe, não toca. Então seria bacana se a música fosse de graça pro ouvinte, mas alguém pagasse essa conta. Esses novos tempos tem acontecido cada vez mais rápido, não estamos conseguindo dar conta disso… Pra um disco meu sair, existem gastos, tenho uma gravadora, uma equipe… por isso quem compra discos originais sempre nos ajuda nesse sentido.

dog2 9. Qual a importância que você dá às mídias sociais como MySpace, Facebook, Orkut, Twitter na divulgação de seu trabalho? Ser artista em um momento WEB 2.0 é diferente?

Eu sou do tempo das primeiras páginas oficiais de artistas na internet. O Pato Fu sempre teve site e sempre foi bem cuidado e quente em relação ao conteúdo. Eu cuido pessoalmente da minha página (www.fernandatakai.com.br) mas sinceramente não vejo necessidade de outras ferramentas. Ali eu já coloco o que é relevante pra quem acompanha minha carreira e tenho espaço pra tudo. Também respondo a TODAS as perguntas do site do Pato Fu e cuido da correspondência da vida real, entrevistas etc… ou seja, já dedico um tempão ao mundo virtual.

10. Gostaria de saber um pouco de suas influências musicais. Quem te inspirou ou inspira? Que som está ouvindo no momento?

Gosto mais de vozes femininas, cantoras suaves. Minha musa-mor é a Suzanne Vega. Escuto muita coisa do mundo inteiro, só pra citar algumas de países diferentes: Maki Nomiya (Japão), Manuela Azevedo (Portugal), Andrea Echeverri (Colômbia), Emiliana Torrini (Islândia), Alison Goldfrapp (UK), Julieta Venegas (Mexico), Céu (Brasil)…

11. Na sua opinião, qual o melhor momento da carreira do Pato Fu? Qual o CD que mais gosta e por que?

Tenho gostado cada vez mais do Ruído Rosa de 2001. Acredito que ele tenha encontrado bem o equilíbrio entre um som mais forte e outro mais delicado. Mas sem dúvida, os três últimos álbuns me representam melhor individualmente porque são mais tranquilos.

12. O que você espera de sua carreira neste momento e nos próximos cinco anos? Qual o seu grande sonho?

Talvez o segredo seja não esperar coisas demais. A expectativa muito grande gera desapontamento. O que faço é tentar gostar demais de todas as etapas e se vem o reconhecimento é maravilhoso! É bom estar feliz a maior parte do tempo e o meu bom-humor cotidiano ajuda nisso. Grande sonho? Quero ter outro bebê em breve. Minha filha já tem 6 anos.

13. E sua vida pessoal, você fala sobre ela ou acha que isso não cabe ao público saber?

Falo de um jeito muito reservado. Minha família é muito importante pra mim. Acho que falo mais de mim nos textos que escrevo pro Estado de Minas e pro Correio Braziliense do que em entrevistas. Tenho uma coluna nos dois jornais há 4 anos e meio.

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14. O que você pensa sobre a situação sócio-econômica da população brasileira e do fato de sermos umas das economias mais ricas do mundo e termos a segunda pior distribuição de renda do planeta? Como o Brasil pode mudar isso?

Estou ciente dessa desigualdade e acredito que esse tipo de mudança aconteça aos poucos mesmo porque tem na educação a sua base. Os cidadãos estão percebendo que precisam se colocar além do que pagar impostos, não jogar o seu papel no seu próprio chão. É preciso participar, ser voluntário, se doar. Não só doar dinheiro ou boas intenções. Olhar pro outro e fazer com que haja mais dignidade em todas as nossas relações de trabalho, de amizade, de família.

15. O que você pensa sobre as conquistas femininas que levaram às mulheres ao mercado de trabalho disputando em pé de igualdade um lugar ao sol com os homens? Há igualdade ou ainda falta?

A competência feminina não se discute mais. Mulheres são capazes de desempenhar muito bem funções antes só resguardadas aos homens. Há diferenças de salário injustas – questão de tempo, quero acreditar.

Agora, um Jogo Rápido

- um filme: O Casamento de Muriel

- uma música: Don´t Let The Teardorps Rust Your Shining Heart – EBTG

- um livro: A Via Crucis do Corpo, Clarice Lispector

- uma banda nacional: Blitz

- um som internacional: Pizzicato Five

- um show: Goldfrapp, Londres, 2001

- um amor: Nina

- São Paulo: carreira

- Rio de Janeiro: paisagem

- Minas Gerais: casa

- família: amor incondicional

- amigos: poucos e verdadeiros

- adoção de crianças: amor incondicional

- adoção por casais gays: sim!

- casamento homossexual: sim!

- tempo livre: slow food

- romantismo: às vezes

- irrita muito: atraso

- moda: aprendiz

- provocação: pra quê?

- uma frase para fechar essa conversa: melhor deixar sempre aberta a conversa

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fotos:: primeira é o fac-símile do DVD “Luz Negra”, lançado em 2009 / segunda e quarta: retirada do site da Fernanda, créditos para Fabiana Figueiredo e Pierre Devin / terceira: com flash estourado, após ganhar o troféu da MTV Brasil, também do site / última: retirada da net, momento do show, créditos na própria foto

>> entre em contato com a Fernanda Takai, aqui.

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Ana Cañas lança segundo CD e quer se aproximar mais do rock

Outubro 4, 2009 · Deixe um comentário

ana canas - heinHein? Confesso que o título tem tudo a ver com o que sinto com relação a esse segundo disco da Ana Cañas. Ela, que foi para o Rio de Janeiro, escolheu Liminha para produzir o disco, que trouxe Arnaldo Antunes (parceiro em cincos das 13 canções) e Gilberto Gil, quis se aproximar do rock’n’roll e fez um disco que reflete o seu momento pessoal, de mudanças, talvez: acabou de se separar e está pronta para fazer shows por todo o Brasil.

Confesso que ouvi muito pouco o CD para ter uma opinião mais, digamos, correta da obra. Mas, vou falar o que senti nas primeiras audições. A música que me caçou, nesse primeiro momento é a linda “Esconderijo”, onde a voz de Ana se apresenta sem muitos maneirismos. É uma canção calma, melancólica… Agora, quando Ana resolve ser muito rock’n’roll, seu jeito de cantar meio esganiçado incomoda um pouco, de modo que sou levado a gostar mais do sua fase mais bluezeira do primeiro disco. Por isso eu digo que a música que me cansou  foi “Não quero mais”. Ela grita e esperneia na canção. Não mereço!

Mas, que fique bem claro, essa minha impressão pode mudar… Novas músicas podem fazer a minha cabeça, mas os maneirismos vocais não vão deixar de me irritar. Podem falar que é estilo, mas eu acho que força a barra. Prefiro que o estilo venha do conjunto da sonoridade e da voz. E não que a voz sobressaia e supostamente marque o estilo. Tenho certeza que vou voltar a escrever sobre esse disco. Até porque estou ouvindo muito. Aguarde! Por enquanto, fique com o My Space da doida garota.

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Maria Gadú lembra Cássia Eller e sua estréia é linda

Setembro 24, 2009 · 8 Comentários

Para tudo!!! Estava eu no mais corriqueiro sábado do mundo, vendo Altas Horas, quando me deparo com uma verdadeira surpresa, completamente estréia: Maria Gadú (@mariagadu). Quando ouvi suas primeiras palavras, pronunciadas com um jeito tímido, foi inevitável: a imagem da diva Cássia Eller tomou conta da minha cabeça.

Maria Gadú é a nova Cássia Eller, promessa para 2009!

Maria Gadú é a nova Cássia Eller, promessa para 2009!

A sensação foi confirmada depois, quando a moça, com jeito meio menino e descompromissada, mas personalíssima, começou a cantar a música linda, linda, linda, que descobri depois que está na novela das nove, Shimbalaie. Subi até os céus (exagerado mesmo!) quando ouvi Maria Gadú cantar Ne me quitte pas, que remeteu à Non, Je Ne Regrette Rien perfeitamente interpretada por Cássia.

Bem, se a comparação é merecida ou não, se é válida ou não, relamente não me interessa. Interessa é que eu ouvi o CD todo da lindona e é maravilhoso. Ótimos arranjos, ótimo jeito de cantar, uma voz única reaparece na MPB. Maria, a você só desejo sucesso e uma vida longa, cheia de ótimos momentos e com muitos discos para agraciar nossos ouvidos já cansados das vozinhas chinfrins que surgiram ultimamente, sem desmerecer, já desmerecendo.

Você batalhou muito para gravar seu primeiro CD, pergunta Serginho? Nunca batalhei para gravar CD, eu só gostava de cantar. Simplesmente assim. A música dela chegou aos ouvidos de Jaime Monjardim, que resolveu apostar na moça. E o CD de estréia saiu pela Som Livre. Com apenas 22 anos – já estão falando por aí -, Maria Gadú é uma das grandes apostas para 2009.  A paulistana radicada no Rio de Janeiro canta, toca violão e compõe.

CD de estréia de Maria Gadú, pela Som Livre

CD de estréia de Maria Gadú, pela Som Livre

“Maria Gadú” – o CD, é produzido por Rodrigo Vidal e conta com um time de músicos de primeira: Stephan SanJuan, Dadi, Cesinha, Arthur Maia, Fernando Caneca, Nicolas Krassik, Nando Duarte, Felipe Pinaud, Alexandre Prol e Marcelo Costa são alguns dos nomes que ajudam a “colorir” a voz e o violão de Maria Gadú. Realmente, tem cor de arco íris.

Eu precisava de uma coisa mais robusta e econtrei Maria Gadú. Empolguei.

>> Quer conhecer a música da moça? Não perca tempo, clique aqui.

>> Veja o vídeo do Altas Horas, aqui.

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DRAGSTARS: dramas e sonhos de drags do RN

Setembro 21, 2009 · 1 Comentário

Jo Fagner, o estudante de jornalismo do RN, que promete movimentar a cena gay com boas produções

Jo Fagner, o estudante de jornalismo do RN, que promete movimentar a cena gay com boas produções

O documentário DRAGSTARS, de autoria do estudante de jornalismo da UFRN (Univesidade Federal do Rio Grande do Norte), Jo Fagner, venceu, no último dia 7, a mostra competitiva EXPOCOM, organizada pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação – Intercom. O vídeo concorreu na categoria Cinema e Audiovisual, modalidade Filme de Não-Ficção e conquistou o primeiro lugar no concurso.

Jo Fagner é natural de Acari (RN) e mora em Natal. Além de estudande de jornalismo, já é formado em Comunicação Social com habilitação em Radialismo pela UFRN. Autodefine-se como poeta amador e pesquisador da área de corporeidade e gênero. De acordo com seu perfil no Twitter (@jo_fagner), acaba de concluir agora o seu anteprojeto para o mestrado.

Eu conheci Jo Fagner pela Internet, meio que por acaso e, desde então, acompanho sua trajetória por meio de seu blog, O Beijo do Escorpião e pelas mensagens no microblog. Acabei de assistir ao documentário vencedor e vejo que Jo promete movimentar “a cena”. Baseado em depoimentos de drags dos mais diversos tipos e tendências, o documentário revela que, por trás do personagem e do “glamour”, há seres humanos que desejam amar e serem aceitos, sem preconceito. Parabéns! Vamos ao vídeo!

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Campanha do Agasalho Adote um Gatinho arrecadou 298 cobertores e edredons 108 caminhas

Setembro 10, 2009 · Deixe um comentário

Caixa de arrecadação da Campanha do Agasalho para cães e gatos

Caixa de arrecadação da Campanha do Agasalho para cães e gatos

Passando por dificuldades financeiras, a equipe do Adote um Gatinho teve uma grande idéia neste ano: organizar a primeira Campanha do Agasalho para cães e gatos. E a iniciativa deu super certo. Em 2 meses de campanha fora arrecadados 298 cobertores e edredons, 108 caminhas, 46 almofadas, 236 roupinhas, 22 tapetes (pequenos e grandes), 12 lençóis, 2 colchonetes, 6 toalhas e sacos de retalhos. Além disso, a equipe recebeu doações de ração, pás, caixas de areia, comedouros, fraldas, tapetes higiênicos, transportes, remédios, shampoos, guias, coleiras, e colares elizabetanos.

Para Susan, Juliana e equipe de voluntárias do Adote um Gatinho, a primeira tarefa foi mandar confeccionar as caixas de papelão. Depois, entraram em contato com pet shops, clínicas e lojas que se tornaram postos de arrecadação. “Com tudo pronto, cruzamos os dedos… E deu super certo! Em nome do Adote um Gatinho, dos protetores beneficiados, dos gatos e cachorros que enfrentam melhor o clima instável de São Paulo, agradecemos de coração a generosidade. Obrigada por participar, por doar, por divulgar, por fazer parte deste time do bem!”, comentam.

A equipe do Adote um Gatinho recebe pedido de ajuda todos os dias. São casos e mais casos tristes, “um mais cabeludo do que o outro”. “Tentamos sempre ajudar, além dos nossos gatinhos, os animais de protetores conhecidos. Nem sempre é possível, mas fazemos o nosso melhor”, afirmam.

Campanha foi um sucesso. Equipe avisa: ano que vem tem mais!

Campanha foi um sucesso. Equipe avisa: ano que vem tem mais!

Como não recebem patrocínio ou ajuda do governo, a equipe conta com a bondade de simpatizantes da causa. E há dezenas de protetores de animais independentes que sofrem da mesma maneira. Portanto, se você gosta de animais e quer ajudar, clique aqui.

O trabalho é realmente muito bem feito, pois é realizado com amor. Eu mesmo já adotei um gatinho e pude comprovar a qualidade, apesar de todas as dificuldades. O Divercidade divulgou a campanha e apóia essa causa!

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