Hein? Confesso que o título tem tudo a ver com o que sinto com relação a esse segundo disco da Ana Cañas. Ela, que foi para o Rio de Janeiro, escolheu Liminha para produzir o disco, que trouxe Arnaldo Antunes (parceiro em cincos das 13 canções) e Gilberto Gil, quis se aproximar do rock’n’roll e fez um disco que reflete o seu momento pessoal, de mudanças, talvez: acabou de se separar e está pronta para fazer shows por todo o Brasil.
Confesso que ouvi muito pouco o CD para ter uma opinião mais, digamos, correta da obra. Mas, vou falar o que senti nas primeiras audições. A música que me caçou, nesse primeiro momento é a linda “Esconderijo”, onde a voz de Ana se apresenta sem muitos maneirismos. É uma canção calma, melancólica… Agora, quando Ana resolve ser muito rock’n’roll, seu jeito de cantar meio esganiçado incomoda um pouco, de modo que sou levado a gostar mais do sua fase mais bluezeira do primeiro disco. Por isso eu digo que a música que me cansou foi “Não quero mais”. Ela grita e esperneia na canção. Não mereço!
Mas, que fique bem claro, essa minha impressão pode mudar… Novas músicas podem fazer a minha cabeça, mas os maneirismos vocais não vão deixar de me irritar. Podem falar que é estilo, mas eu acho que força a barra. Prefiro que o estilo venha do conjunto da sonoridade e da voz. E não que a voz sobressaia e supostamente marque o estilo. Tenho certeza que vou voltar a escrever sobre esse disco. Até porque estou ouvindo muito. Aguarde! Por enquanto, fique com o My Space da doida garota.








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