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Céu chega “Vagarosa” feito bocejo que pega. Linda homenagem à filha Rosa e presente aos nossos ouvidos

Outubro 10, 2009 · Deixe um comentário

ceu_vagarosa_cover_final_digi “Menino bonito, menino bonito, ai… / 5 anos/ “Rosaaaa, menina Rosaaaaaa. Vem que eu quero ver você sambar…” Do menino bonito à menina Rosa, Céu samba menos em “Vagarosa” – seu segundo trabalho de estúdio – e, em meio aos grooves, não quer fazer ninguém sambar. Nem quer fazer nenhum refrão grudar. Ela canta contido, deixa a sonoridade rica, cheia de barulhinhos e efeitos bacanas, aparecer e reinar. E, finalmente, faz uma música, que todo mundo tá falando que é DUB, cambiando entre a sonoridade brasileira e a jamaicana. Já li até que que o clima do disco é roots, “cru”.

Eu estou ouvindo intensamente o CD e viajo com Céu. Não consigo parar de ouvir. Até porque, em cada nova audição, gosto mais… Céu se revela aos poucos e isso dá vontade de fazer de “Vagarosa” a trilha sonora dos dias lindos, de sol, ou cinzentos, ou dos dias de clima paulistano, que contém todas as estações no mesmo dia. Assim, “Vagarosa”, Céu cresce como intérprete, com voz mais potente e versátil, fazendo algo novo, maior que a MPB tradicional. Por isso hoje, o povo especializado diz que ela faz a moderna MPB, longe dos clichês que têm marcado o gênero.

A letra de Jorge Ben Jor não parece Jorge. Céu realmente reiventa a música. Deliciosa! “Pois o teu samba tem mistério / e é gostoso de sambar / se você gosta de sambar / você vai ter que balançar”… Intuitivamente gostei logo de cara dessa música. Depois descobri que é uma homenagem a Rosa, filha de Céu, nascida no intervalo entre os dois discos.

“E já que não estamos aqui a passeio / já que a vida enfim não é recreio” é mais umas das pérolas do disco. Bubuia (de Anelis Assumpção e Thalma de Freitas) ganha corpo e cresce com a participação das compositoras na cantoria. Diferentes timbres e vozes lindas completam o espetáculo da audição.ceu3

Além de ouvir muito o CD, procurei beber na fonte para poder escrever. Queria fazer uma entrevista com Céu, mas infelizmente ela está com a agenda lotada e a assessora, Bebel, pediu desculpas e mandou alguns textos sobre o lançamento. Fiquei triste, mas feliz, porque Céu merece ter a agenda lotada mesmo!

E quem pensa que Céu só canta, engana-se. Ela sempre compôs, como na indescritível “Grains de Beauté”, parceria com Beto Villares, um dos produtores do disco (junto com a própria Céu, Gustavo Lenza, e as duas meninas citadas acima). “Mesmo de cara lavada / Diz que sou sua pintada / Eu já lhe disse, meu amor, / Isso são grains de beauté / Que aqui estão / Pra ajudar você a encontrar / O caminho de casa.” Sensação boa de encontrar o caminho de casa é ouvir “Vagarosa”. Outro grande momento é a parceria com Luiz Melodia, a voz masculina do disco, que faz dueto com a graciosa moça em “Vira Lata”, um sambinha do bem.

ceu_vagarosa_2009Graciosa sim. Falo isso com propriedade. Depois do lançamento do primeiro disco, quando eu já curtia muito o seu som, por acaso a encontrei em um restaurante na Pompéia, em São Paulo. Quando vi, logo percebi que era Céu. Sem muito pensar, dei uma de tiete e pedi um beijo. Ela foi muito fofa comigo! Me ganhou! Se não cantasse, já teria encantado com sua atitude.

Qual o motivo de um segundo disco tão bacana? Ela passou cinco anos trabalhando na divulgação do primeiro disco, fazendo turnês pelo Brasil e pelo mundo. Palavras dela no texto enviado pela Bebel: “Este período foi necessário para que eu pudesse divulgar legal o primeiro disco, tocando em vários lugares que só depois de muito tempo consegui ir (João Pessoa, Salvador Porto Alegre), pra ter novas histórias pra escrever, pra cuidar da minha filha…”, diz Céu. “O que mais me inspira na vida é mesmo o dia-large_ceu-vagarosaa-dia, é estar presente de verdade nas situações mais simples: no café que você toma com um amigo, na fralda que eu troco da minha filha, nos problemas e alegrias que surgem. Um pouco de leseira e preguiça não faz mal a ninguém. O Dorival Caymmi é que estava certo!”

Alguém com esse cuidado, tanto esmero e uma pitada de “malemolência”, não poderia estar longe de conquistar o mundo, não é mesmo? Indicada ao Grammy e ao Grammy Latino com seu primeiro trabalho de estúdio, Céu emplacou seu álbum de estréia no ranking “Heatseekers” da revista norte-americana “Billboard”. Segundo matéria da Folha na ocasião, “na Billboard, Maria do Céu Whitaker Poças é descrita como estrela, radiante e uma das cantoras brasileiras de maior apelo internacional da nova safra.” Ela pode! “Vagarosa, me espreguiço, e o que sinto, feito bocejo, vai pegar”! Já pegou.

Saiba mais, no MySpace de Céu, aqui.

Veja entrevista de Ceú, ao programa Metrópolis, da TV Cultura, aqui.

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Entrevista exclusiva: Fernanda Takai brilha sob “Luz Negra”!

Outubro 6, 2009 · 1 Comentário

fernanda-takai-ao-vivo Ela acaba de ganhar o VMB 2009 na categoria MPB! Pertence a uma das melhores bandas nacionais. Lançou carreira solo e foi aclamada pela crítica e pelo público. Além de tudo isso, Fernanda Barbosa Takai, como eu já suspeitava, revela-se simplesmente simpática e atenciosa.

Concedeu ao Diversas Ideias a entrevista exclusiva que você degustará com os olhos, a seguir, na qual solta o verbo sobre o início da carreira, influências musicais, WEB 2.0, política e comportamento. Tudo, postado aqui sem nenhuma edição… Como se fosse uma conversa ao vivo, só que foi por email. Claro que esse papo não poderia terminar com um ponto final. Nas palavras de Fernanda, “para que fechar, melhor deixar sempre aberta!” Delicie-se!

1. Nome completo e nome artístico.

Fernanda Barbosa Takai – Fernanda Takai

2. Acompanhei toda a evolução da Banda Pato Fu. Depois, adorei você ter lançado carreira solo, regravando Nara Leão. Gostaria de saber o motivo pelo qual decidiu partir para a carreira solo e se é difícil conciliá-la com o trabalho junto ao Pato Fu.

Eu só pensava em lançar disco solo quando o Pato Fu não existisse mais.Não sentia necessidade. Foi a ideia do Nelson Motta que despertou isso tudo. E ele estava mais do que certo: um monte de gente ainda não me conhecia direito apenas pelo lado autoral. Conciliar as duas carreiras dá muito trabalho, mas é muito bom ter reconhecimento dos dois lados. E o Pato Fu continua, aos 17 anos…

3. Como você classifica o som da banda Pato Fu e o seu som solo?

O Pato Fu é uma banda pop, às vezes mais rock, com muita diversidade estética. A minha carreira solo é pop com músicas e arranjos mais suaves do que os da banda. Uma carreira de intérprete que mistura bem MPB com grandes clássicos internacionais.

4. Você é apenas intérprete ou também compõe? Como escolhe seu repertório musical? Tem uma equipe que te ajuda? Fale um pouco sobre seu processo criativo.

Componho também. Nos discos do Pato Fu há várias canções minhas. Geralmente meu parceiro de composições é o John. Trabalhamos sozinhos quando estamos criando e só depois mostramos um pro outro o que temos feito pra arrematar. Eu costumo fazer mais as melodias e harmonias e ele a letra. Mas faço de tudo um pouquinho. A escolha de repertório em banda é democrática, todo mundo opina. No meu show solo são escolhas só minhas mesmo.dsc00623

5. Como você decidiu que queria ser cantora e como foi o início de sua carreira?

Nunca pensei que fosse viver profissionalmente de música. Sempre gostei dela, como um hobby e como ouvinte mesmo. Tive banda em colégio, mas o Pato Fu foi a primeira banda que tive que gravou disco… foi tudo muito gradual. Sou formada em Relações Públicas, trabalhava em agência e aos poucos a música foi ocupando mais e mais espaço na minha vida.

6. Antes de assumir a si mesma que seria cantora, o que já passou pela sua cabeça em fazer da vida?

Eu entrei na UFMG pra fazer jornalismo, queria trabalhar em telejornal. Daí fiz umas matérias de RP e gostei muito da Comunicação Corporativa, de Planejamento. Sou muito organizada e disciplinada, por isso mudei no meio do curso.

7. O seu primeiro CD solo (Onde Brilhem os Olhos Seus) foi sucesso de público e crítica. O primeiro DVD (Luz Negra) também está sendo muito bem comentado. Qual é o segredo do seu sucesso? O que você julga o diferencial do seu trabalho?

Eu tenho muita gente competente trabalhando comigo e eu cobro muita eficiência e dedicação. Isso se reflete nos lançamentos. Todos os detalhes são bem cuidados: capa, cenário, figurino, arranjos, clipes, luz, som… A equipe do DVD então… eles fizeram um registro de show histórico. Eu tinha todas as referências na cabeça de como deveria ser e eles realizaram tudo com maestria. Meus músicos também têm, ao mesmo tempo, sofisticação, muita personalidade, sem serem chatos. Acho que todo mundo vê como eu me desdobro pra fazer tudo bem então se empenham pra me ajudar! :)

8. Em tempos de troca de arquivos pela Internet, como você acha que vai ser o futuro do CD? Como o artista pode ser remunerado quando todo mundo copia gratuitamente suas músicas? Acha isso bom ou ruim?

Gosto de pensar na música compartilhada como algo bom. É quase mágico lançar um disco simultâneamente aqui e no Japão. Eu ainda faço shows, tenho essa moeda pra fazer receita com minha atividade artística, mas tem gente que só compõe, não toca. Então seria bacana se a música fosse de graça pro ouvinte, mas alguém pagasse essa conta. Esses novos tempos tem acontecido cada vez mais rápido, não estamos conseguindo dar conta disso… Pra um disco meu sair, existem gastos, tenho uma gravadora, uma equipe… por isso quem compra discos originais sempre nos ajuda nesse sentido.

dog2 9. Qual a importância que você dá às mídias sociais como MySpace, Facebook, Orkut, Twitter na divulgação de seu trabalho? Ser artista em um momento WEB 2.0 é diferente?

Eu sou do tempo das primeiras páginas oficiais de artistas na internet. O Pato Fu sempre teve site e sempre foi bem cuidado e quente em relação ao conteúdo. Eu cuido pessoalmente da minha página (www.fernandatakai.com.br) mas sinceramente não vejo necessidade de outras ferramentas. Ali eu já coloco o que é relevante pra quem acompanha minha carreira e tenho espaço pra tudo. Também respondo a TODAS as perguntas do site do Pato Fu e cuido da correspondência da vida real, entrevistas etc… ou seja, já dedico um tempão ao mundo virtual.

10. Gostaria de saber um pouco de suas influências musicais. Quem te inspirou ou inspira? Que som está ouvindo no momento?

Gosto mais de vozes femininas, cantoras suaves. Minha musa-mor é a Suzanne Vega. Escuto muita coisa do mundo inteiro, só pra citar algumas de países diferentes: Maki Nomiya (Japão), Manuela Azevedo (Portugal), Andrea Echeverri (Colômbia), Emiliana Torrini (Islândia), Alison Goldfrapp (UK), Julieta Venegas (Mexico), Céu (Brasil)…

11. Na sua opinião, qual o melhor momento da carreira do Pato Fu? Qual o CD que mais gosta e por que?

Tenho gostado cada vez mais do Ruído Rosa de 2001. Acredito que ele tenha encontrado bem o equilíbrio entre um som mais forte e outro mais delicado. Mas sem dúvida, os três últimos álbuns me representam melhor individualmente porque são mais tranquilos.

12. O que você espera de sua carreira neste momento e nos próximos cinco anos? Qual o seu grande sonho?

Talvez o segredo seja não esperar coisas demais. A expectativa muito grande gera desapontamento. O que faço é tentar gostar demais de todas as etapas e se vem o reconhecimento é maravilhoso! É bom estar feliz a maior parte do tempo e o meu bom-humor cotidiano ajuda nisso. Grande sonho? Quero ter outro bebê em breve. Minha filha já tem 6 anos.

13. E sua vida pessoal, você fala sobre ela ou acha que isso não cabe ao público saber?

Falo de um jeito muito reservado. Minha família é muito importante pra mim. Acho que falo mais de mim nos textos que escrevo pro Estado de Minas e pro Correio Braziliense do que em entrevistas. Tenho uma coluna nos dois jornais há 4 anos e meio.

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14. O que você pensa sobre a situação sócio-econômica da população brasileira e do fato de sermos umas das economias mais ricas do mundo e termos a segunda pior distribuição de renda do planeta? Como o Brasil pode mudar isso?

Estou ciente dessa desigualdade e acredito que esse tipo de mudança aconteça aos poucos mesmo porque tem na educação a sua base. Os cidadãos estão percebendo que precisam se colocar além do que pagar impostos, não jogar o seu papel no seu próprio chão. É preciso participar, ser voluntário, se doar. Não só doar dinheiro ou boas intenções. Olhar pro outro e fazer com que haja mais dignidade em todas as nossas relações de trabalho, de amizade, de família.

15. O que você pensa sobre as conquistas femininas que levaram às mulheres ao mercado de trabalho disputando em pé de igualdade um lugar ao sol com os homens? Há igualdade ou ainda falta?

A competência feminina não se discute mais. Mulheres são capazes de desempenhar muito bem funções antes só resguardadas aos homens. Há diferenças de salário injustas – questão de tempo, quero acreditar.

Agora, um Jogo Rápido

- um filme: O Casamento de Muriel

- uma música: Don´t Let The Teardorps Rust Your Shining Heart – EBTG

- um livro: A Via Crucis do Corpo, Clarice Lispector

- uma banda nacional: Blitz

- um som internacional: Pizzicato Five

- um show: Goldfrapp, Londres, 2001

- um amor: Nina

- São Paulo: carreira

- Rio de Janeiro: paisagem

- Minas Gerais: casa

- família: amor incondicional

- amigos: poucos e verdadeiros

- adoção de crianças: amor incondicional

- adoção por casais gays: sim!

- casamento homossexual: sim!

- tempo livre: slow food

- romantismo: às vezes

- irrita muito: atraso

- moda: aprendiz

- provocação: pra quê?

- uma frase para fechar essa conversa: melhor deixar sempre aberta a conversa

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fotos:: primeira é o fac-símile do DVD “Luz Negra”, lançado em 2009 / segunda e quarta: retirada do site da Fernanda, créditos para Fabiana Figueiredo e Pierre Devin / terceira: com flash estourado, após ganhar o troféu da MTV Brasil, também do site / última: retirada da net, momento do show, créditos na própria foto

>> entre em contato com a Fernanda Takai, aqui.

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Ana Cañas lança segundo CD e quer se aproximar mais do rock

Outubro 4, 2009 · Deixe um comentário

ana canas - heinHein? Confesso que o título tem tudo a ver com o que sinto com relação a esse segundo disco da Ana Cañas. Ela, que foi para o Rio de Janeiro, escolheu Liminha para produzir o disco, que trouxe Arnaldo Antunes (parceiro em cincos das 13 canções) e Gilberto Gil, quis se aproximar do rock’n’roll e fez um disco que reflete o seu momento pessoal, de mudanças, talvez: acabou de se separar e está pronta para fazer shows por todo o Brasil.

Confesso que ouvi muito pouco o CD para ter uma opinião mais, digamos, correta da obra. Mas, vou falar o que senti nas primeiras audições. A música que me caçou, nesse primeiro momento é a linda “Esconderijo”, onde a voz de Ana se apresenta sem muitos maneirismos. É uma canção calma, melancólica… Agora, quando Ana resolve ser muito rock’n’roll, seu jeito de cantar meio esganiçado incomoda um pouco, de modo que sou levado a gostar mais do sua fase mais bluezeira do primeiro disco. Por isso eu digo que a música que me cansou  foi “Não quero mais”. Ela grita e esperneia na canção. Não mereço!

Mas, que fique bem claro, essa minha impressão pode mudar… Novas músicas podem fazer a minha cabeça, mas os maneirismos vocais não vão deixar de me irritar. Podem falar que é estilo, mas eu acho que força a barra. Prefiro que o estilo venha do conjunto da sonoridade e da voz. E não que a voz sobressaia e supostamente marque o estilo. Tenho certeza que vou voltar a escrever sobre esse disco. Até porque estou ouvindo muito. Aguarde! Por enquanto, fique com o My Space da doida garota.

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Maria Gadú lembra Cássia Eller e sua estréia é linda

Setembro 24, 2009 · 12 Comentários

Para tudo!!! Estava eu no mais corriqueiro sábado do mundo, vendo Altas Horas, quando me deparo com uma verdadeira surpresa, completamente estréia: Maria Gadú (@mariagadu). Quando ouvi suas primeiras palavras, pronunciadas com um jeito tímido, foi inevitável: a imagem da diva Cássia Eller tomou conta da minha cabeça.

Maria Gadú é a nova Cássia Eller, promessa para 2009!

Maria Gadú é a nova Cássia Eller, promessa para 2009!

A sensação foi confirmada depois, quando a moça, com jeito meio menino e descompromissada, mas personalíssima, começou a cantar a música linda, linda, linda, que descobri depois que está na novela das nove, Shimbalaie. Subi até os céus (exagerado mesmo!) quando ouvi Maria Gadú cantar Ne me quitte pas, que remeteu à Non, Je Ne Regrette Rien perfeitamente interpretada por Cássia.

Bem, se a comparação é merecida ou não, se é válida ou não, relamente não me interessa. Interessa é que eu ouvi o CD todo da lindona e é maravilhoso. Ótimos arranjos, ótimo jeito de cantar, uma voz única reaparece na MPB. Maria, a você só desejo sucesso e uma vida longa, cheia de ótimos momentos e com muitos discos para agraciar nossos ouvidos já cansados das vozinhas chinfrins que surgiram ultimamente, sem desmerecer, já desmerecendo.

Você batalhou muito para gravar seu primeiro CD, pergunta Serginho? Nunca batalhei para gravar CD, eu só gostava de cantar. Simplesmente assim. A música dela chegou aos ouvidos de Jaime Monjardim, que resolveu apostar na moça. E o CD de estréia saiu pela Som Livre. Com apenas 22 anos – já estão falando por aí -, Maria Gadú é uma das grandes apostas para 2009.  A paulistana radicada no Rio de Janeiro canta, toca violão e compõe.

CD de estréia de Maria Gadú, pela Som Livre

CD de estréia de Maria Gadú, pela Som Livre

“Maria Gadú” – o CD, é produzido por Rodrigo Vidal e conta com um time de músicos de primeira: Stephan SanJuan, Dadi, Cesinha, Arthur Maia, Fernando Caneca, Nicolas Krassik, Nando Duarte, Felipe Pinaud, Alexandre Prol e Marcelo Costa são alguns dos nomes que ajudam a “colorir” a voz e o violão de Maria Gadú. Realmente, tem cor de arco íris.

Eu precisava de uma coisa mais robusta e econtrei Maria Gadú. Empolguei.

>> Quer conhecer a música da moça? Não perca tempo, clique aqui.

>> Veja o vídeo do Altas Horas, aqui.

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DRAGSTARS: dramas e sonhos de drags do RN

Setembro 21, 2009 · 1 Comentário

Jo Fagner, o estudante de jornalismo do RN, que promete movimentar a cena gay com boas produções

Jo Fagner, o estudante de jornalismo do RN, que promete movimentar a cena gay com boas produções

O documentário DRAGSTARS, de autoria do estudante de jornalismo da UFRN (Univesidade Federal do Rio Grande do Norte), Jo Fagner, venceu, no último dia 7, a mostra competitiva EXPOCOM, organizada pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação – Intercom. O vídeo concorreu na categoria Cinema e Audiovisual, modalidade Filme de Não-Ficção e conquistou o primeiro lugar no concurso.

Jo Fagner é natural de Acari (RN) e mora em Natal. Além de estudande de jornalismo, já é formado em Comunicação Social com habilitação em Radialismo pela UFRN. Autodefine-se como poeta amador e pesquisador da área de corporeidade e gênero. De acordo com seu perfil no Twitter (@jo_fagner), acaba de concluir agora o seu anteprojeto para o mestrado.

Eu conheci Jo Fagner pela Internet, meio que por acaso e, desde então, acompanho sua trajetória por meio de seu blog, O Beijo do Escorpião e pelas mensagens no microblog. Acabei de assistir ao documentário vencedor e vejo que Jo promete movimentar “a cena”. Baseado em depoimentos de drags dos mais diversos tipos e tendências, o documentário revela que, por trás do personagem e do “glamour”, há seres humanos que desejam amar e serem aceitos, sem preconceito. Parabéns! Vamos ao vídeo!

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Campanha do Agasalho Adote um Gatinho arrecadou 298 cobertores e edredons 108 caminhas

Setembro 10, 2009 · Deixe um comentário

Caixa de arrecadação da Campanha do Agasalho para cães e gatos

Caixa de arrecadação da Campanha do Agasalho para cães e gatos

Passando por dificuldades financeiras, a equipe do Adote um Gatinho teve uma grande idéia neste ano: organizar a primeira Campanha do Agasalho para cães e gatos. E a iniciativa deu super certo. Em 2 meses de campanha fora arrecadados 298 cobertores e edredons, 108 caminhas, 46 almofadas, 236 roupinhas, 22 tapetes (pequenos e grandes), 12 lençóis, 2 colchonetes, 6 toalhas e sacos de retalhos. Além disso, a equipe recebeu doações de ração, pás, caixas de areia, comedouros, fraldas, tapetes higiênicos, transportes, remédios, shampoos, guias, coleiras, e colares elizabetanos.

Para Susan, Juliana e equipe de voluntárias do Adote um Gatinho, a primeira tarefa foi mandar confeccionar as caixas de papelão. Depois, entraram em contato com pet shops, clínicas e lojas que se tornaram postos de arrecadação. “Com tudo pronto, cruzamos os dedos… E deu super certo! Em nome do Adote um Gatinho, dos protetores beneficiados, dos gatos e cachorros que enfrentam melhor o clima instável de São Paulo, agradecemos de coração a generosidade. Obrigada por participar, por doar, por divulgar, por fazer parte deste time do bem!”, comentam.

A equipe do Adote um Gatinho recebe pedido de ajuda todos os dias. São casos e mais casos tristes, “um mais cabeludo do que o outro”. “Tentamos sempre ajudar, além dos nossos gatinhos, os animais de protetores conhecidos. Nem sempre é possível, mas fazemos o nosso melhor”, afirmam.

Campanha foi um sucesso. Equipe avisa: ano que vem tem mais!

Campanha foi um sucesso. Equipe avisa: ano que vem tem mais!

Como não recebem patrocínio ou ajuda do governo, a equipe conta com a bondade de simpatizantes da causa. E há dezenas de protetores de animais independentes que sofrem da mesma maneira. Portanto, se você gosta de animais e quer ajudar, clique aqui.

O trabalho é realmente muito bem feito, pois é realizado com amor. Eu mesmo já adotei um gatinho e pude comprovar a qualidade, apesar de todas as dificuldades. O Divercidade divulgou a campanha e apóia essa causa!

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Projeto do Grupo de Pais de Homossexuais leva informações sobre sexualidade e saúde para jovens

Setembro 5, 2009 · Deixe um comentário

Projeto Purpurina promove palestra Quem ama cuida! para jovens

Projeto Purpurina promove palestra Quem ama cuida! para jovens

Você conhece o Projeto Purpurina (PP)? Provavelmente não! Nem eu conhecia. Mas, fiquei sabendo que existe um Grupo de Pais de Homossexuais (GPH) atuante na cidade de São Paulo que está levando a frente esse projeto.

De acordo com informações da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (CADS), apesar de patrocinado pelo GPH, o PP reúne jovens de 13 a 24 anos, que se interessam em discutir a  sexualidade e a saúde. Quem coordena as atividades são os próprios integrantes, que se reúnem mensalmente.

Se você quiser conhecer o projeto, terá a opotunidade de participar, neste mês, da palestra Quem ama cuida! com direito a bate-papo entre os integrantes e visitantes. A palestra vai acontecer no domingão do feridado, dia 06, às 15 horas. Para incentivar a participação de jovens, o PP sorteará brindes, além de oferecer um lanche comunitário, finalizado com música e dança.

Onde? Major Sertório, 292 – Vila Buarque, próximo da estação República do Metrô, saída pela rua Caetano de Campos.

GPH surgiu da necessidade de uma mãe diante da descoberta da sexualidade de seu filho – Em 1992, a escritora e professora universitária Edith Modesto, descobriu que o caçula de seus sete filhos (seis homens e uma mulher) é homossexual. Desesperada, sentindo-se muito só e completamente ignorante sobre a questão, ela procurou outra mãe como ela para conversar e não encontrou.

Edith Modesto é escritora e professora universitária

Edith Modesto é escritora e professora universitária

Em 1997, formou um pequeno grupo de mães de homossexuais, também para que outras mães tivessem o que ela não teve. Até 1999, o grupo não passava de quatro mães, que se encontravam em sua casa.

Em 1999, o grupo virtual foi fundado e o GPH começou a crescer, principalmente porque Edith criou coragem para divulgar sua existência na mídia.

A partir de julho de 2005, o grupo contou com o apoio psicológico voluntário do psicólogo Klecius Borges, o único especialista em terapia afirmativa no Brasil. Saiba mais sobre a história de fundação do GPH e sobre sua fundadora, aqui.

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Novas funções sugam bateria do iPhone

Agosto 21, 2009 · Deixe um comentário

Vivo é a primeira a autorizar iPhone como modem, mas cuidado: o tráfego é cobrado a parte!

Versão 3.0 do sistema do iPhone oferece funções que sugam bateria do aparelho

Versão 3.0 do sistema do iPhone oferece funções que sugam bateria do aparelho

A versão 3.0 do sistema operacional do iPhone da Apple trouxe algumas novidades, entre as quais algumas muito aguardadas: o envio de MMS; um aplicativo para gravação de voz; o sistema de pesquisa de arquivos em todo o aparelho (ao clicar duas vezes no único botão disponível); a mudança de faixa musical ao agitar o aparelho; a função copiar, recortar e colar; a possibilidade do uso do iPhone como modem (depende da operadora. No Brasil, a Vivo foi a única a habilitar o serviço até o momento); e o sistema push (também configurável), que manda notificações sobre os aplicativos na chegada de novas informações.

Muita gente que aplicava o JailBreak para que o aparelho ganhasse novas funções, ainda que piratas, acabou se dando por satisfeito. No entanto, pelo menos uma das novas funções acaba sendo quase incompatível com a vida útil da bateria do aparelho. Se você deixar configurado o sistema push, por exemplo, como haverá uso da rede de dados 3G, a bateria finda em meio dia de uso.

Outro grande problema, descoberto esses dias no atendimento da operadora, é  que, ao usar o iPhone como modem, o tráfego não é debitado do pacote de dados do aparelho, mas sim cobrado à parte, gerando uma conta surpresa, nada fácil de ser paga ao final do mês.

Voltando à questão da bateria do iPhone, a Apple precisa fazer algo para resolver a questão, pois ter um smartphone diferenciado que não dá autonomia ao usuário não é nada animador. O pior é que, apesar de algumas melhorias prometidas para o recém lançado iPhone 3GS, essa questão não mereceu o devido cuidado. Recentemente, eu li que uma das características do novo iPhone, que ainda não chegou no Brasil, é que ele aumenta de temperatura acima dos níveis suportados pelo próprio aparelho, em caso de uso intenso da rede 3G.

Claro que nada disso fará quem gosta da Apple e, mais especificamente, do gadget iPhone, deixar de comprá-lo e, com gosto, usufruir de suas funções. Mas, a Apple deve sim olhar para o básico, antes de fornecer o complexo. Não?

Novo iPhone 3GS, prometido para breve pelas operadoras brasileiras

Novo iPhone 3GS, prometido para breve pelas operadoras brasileiras

>> Leia mais sobre o iPhone 3GS, aqui.

>> Para reclamar à Vivo sobre a cobrança a parte do tráfego de dados do iPhone como modem, clique aqui.

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Não há cura, só esperança!

Agosto 7, 2009 · Deixe um comentário

*May 06 - 00:05*

Os primeiros sinais são tímidos… A pessoa esquece onde guardou a chave de casa. Quando vai procurar, está no mesmo lugar de sempre. Jura que possuia R$ 1000,00 na conta corrente, quando já gastou o dinheiro há algum tempo e ainda acha que alguém está sempre querendo o seu mal… Síndrome de perseguição pura!

Mas, os sinais vão evoluindo com o passar dos anos. A família julga que os esquecimentos sucessivos aconteçam por conta da idade. Sim, eles vêm com a idade, mas ninguém pode suspeitar que a causa disso tudo é uma doença chamada Mal de Alzheimer.

Lá pelos setenta e tantos anos de vida, a coisa piora muito, até que acontece o dia em que a pessoa perde a estribeira. Eu pude vivenciar isso… Era um almoço natalino e ela recebera os filhos em casa como todo ano. Após a celebração onde a festa fica por conta da comilança e das vantagens que os cunhados contam sobre suas vidas particulares, uma cochilada. Para quê?!The-Alzheimers-Project-The-Memory-Loss-Tapes-webcastr

Acondando assustada, pergunta para todos se não iam almoçar. Estupefatos, os familiares a contrariam: o almoço já havia passado. O dia de Natal também. A pessoa, em desespero, afirma que não, que estavam querendo enganá-la. O que estava acontecendo? O desespero precede as lágrimas. Começava ali a perda de noção sobre o tempo.

Alguma coisa havia realmente mudado com ela. Mas, os familiares não tinham idéia do que era. Após alguns dias sem a esperada “melhora”, levar no neurologista foi a solução. E, então, a suspeita do diagnóstico: o Alzheimer, essa doença que inexplicavelmente afeta os neurônios e faz a pessoa ir perdendo aos poucos a noção do presente, dos laços familiares, dos amigos e, finalmente, o comando do próprio corpo.

holding-hands-300x254E foi assim que aconteceu. Com o tempo, o esquecimento do presente se faz sob lembranças inexplicáveis de momentos do passado. Aves Marias no coral da igreja. Os movimentos diminuem e a pessoa tende a ficar cada vez mais sem vontade de fazer nada, de comer, pois os músculos não respondem… Ou melhor, o cérebro não consegue mais comandar o corpo.

A cena mais triste talvez seja a vontade de sair da cama, em um impulso de colocar os pés para fora porque há uma noção de que há algo a se fazer. Mas, quem saberá o que é?

Nesse momento, a sorte é que faz a qualidade de vida. Sorte de ter familiares por perto. E, mais do que isso, sorte de ter alguém da família disposto a viver quase que exclusivamente para cuidar da pessoa, que apesar de ser, não é mais.

Muitos não tem essa sorte, outros confiam os idosos aos cuidadores. Muitos deles não estão preparados para lidar com Alzheimer, não têm paciência, falam rispidamente, maltratam. A pessoa vira quase uma criança mimada mesmo.

Pessoas mal intencionadas têm a chance espetacular de se aproveitar do idoso com Alzheimer, se ninguém com reponsabilidade e ética estiver por perto. Gente que nunca esteve próximo de repente vira o melhor amigo, a melhor neta. Como em um passe de mágica, todas as desavenças, brigas, viram amor. Claro, o idoso é realmente uma criança indefesa e passa uma rara doçura, apesar da teimosia inerente. E a pessoa pode se aproveitar, infelizmente.

572px-PET_AlzheimerTudo isso me veio a mente nesses dias, após assistir uma pequena parte de um dos episódio do intrigante documentário The Alzheimer’s Project, exibido no canal HBO. Lá, eu pude ver três histórias diferentes e conferir todas as suas semelhanças cruéis com a história da minha avó que se foi recentemente.

Para quem não sabe, a doença de Alzheimer é considerada hoje a segunda mais temida na América, figurando apenas depois do câncer, e pode afetar cerca de cinco milhões de americanos. Com o envelhecimento da população, esse número poderá subir para mais de 11 milhões de 2040, e têm um enorme impacto econômico no já frágil sistema de saúde americano.

O Brasil está no mesmo caminho. As taxas estimadas de incidência e prevalência para a doença de Alzheimer, de acordo com o Estudo Longitudinal de Baltimore (1958-1978), demonstram que a taxa de incidência aos 60 anos é de cerca de 10%. A taxa dobra a cada 5 anos e ao redor dos 85 anos é nove vezes maior que aos 69 anos de idade. As taxas de prevalência apresentam aumento geométrico a partir dos 60 anos de idade, ultrapassando de 50% aos 95 anos.

alz_topPara a doença de Alzheimer, ainda não há cura. Apenas medicamentos que retardam a progressão da doença. Médicos indicam que quanto antes descobrir a possibilidade do diagnóstico positivo, menos trágica pode ser a evolução da doença. Por isso, não hesite em procurar um médico a partir dos 35 anos.

>> Para mais informações e apoio aos familiares e cuidadores, acesse o site da ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer), aqui.

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Soldado gay é capa de revista do Exército britânico

Julho 30, 2009 · Deixe um comentário

Capa da Soldier com o soldado homossexual James Wharton

Capa da Soldier com o soldado homossexual James Wharton

Desde 2000, acatando decisão da Corte Européia de Direitos Humanos (European Court of Human Rights), não há impedimento legal para gays e lésbicas servirem o Exército britânico. Decisão que deveria ser tomada por todas as forças militares do mundo que queiram avançar em matéria de igualdade e diversidade, diga-se.

Mas, foi agora, na edição deste mês (ainda estamos em julho!), que a revista oficial do Exército britânico, Soldier, estampou pela primeira vez na capa um soldado gay com a chamada Pride (orgulho), destinando matéria de capa para a questão.

O soldado gay James Wharton aparece fardado na capa e nas páginas 24 (!!!) e 25 afirmando que não tem nenhum problema pessoal no Exército. “Meus únicos problemas, são os de qualquer outro soldado: bombas e balas”.

Wharton foi destacado para a Gerra do Iraque em 2007 em patrulhas de longo alcance no deserto e ele diz que a idéia de um “homossexual” servindo em um conflito é estereotipada.

O soldado também foi bravo ao dizer que em geral, as pessoas têm idéias erradas sobre homossexuais homens e mulheres. “As pessoas tendem a pensar que gays são pessoas que não gostam esportes e não fazem outra coisa senão sentar e lixar as unhas. “Eu adoro praticar e assistir jogos esportivos. Eu sou um grande fã do Liverpool e não faço minhas unhas”, comenta irônico.

Para o tenente Mark Wakeling, que se assumiu homossexual há 10 anos, a publicação com o jovem James fardado pode abrir novos caminhos.

“Não tenho palavras para dizer o quão fantástico é para eles (militares) serem eles mesmos. Me arrependo por ter desistido. Sinto que não atingi minhas ambições no Exército. Foi trágico. Eu era um soldado e poderia ter tido uma carreira bem sucedida”, desabafou Mark.

Estima-se que 8%, de um total de 14 mil, no Exército do Reino Unido, sejam gays.

>> Você pode ler a matéria do soldado na íntegra, folheando a revista Soldier digital, aqui.

E pode ainda acompanhar a revista do exército Britânico no Twitter. Follow @soldiermagazine

Inspirado para escrever para o Exército brasileiro e incentivar a igualdade e a diversidades em nossas casernas? Clique aqui.

Fac símile da matéria de capa, por acaso na página 24 da revista

Fac símile da matéria de capa, por acaso na página 24 da revista

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